Chega um determinado momento que você se pergunta, o que pode, o que deve, e quando pode mudar, há uma vontade pertinente de mudanças, alguns momentos de pura solidão, na sua vida parece ter tudo o que precisa para viver bem e estável, porém parece ser tudo muito comum e é isso que me trás instabilidade emocional, me desagrada às vezes.
Se bem que se parar para análisar de fato, é completamente normal, sempre vai haver os momentos de altos e baixos, mas gostaria mesmo que esses momentos fossem menos constantes; essas oscilações me consome, me desgasta e isso em todos os sentidos, principalmente na questão emocional.
Acredito que a solidão é fundamental, nos faz refletir sobre alguns aspectos da nossa vida, e eu particulamente gosto disso, gosto de ficar só, existem pessoas obtusas demais para compreender, então não vejo motivo para conversar com alguém sobre isso, porque vou ouvir tudo que já ouvi antes e não preciso disso, pois para qualquer um é muito simples é só eu querer, só que eu respeito o que sinto e respeito os sentimentos dos que me cercam, então sei claramente que eu não iria machucar apenas uma pessoa e sim as pessoas que mais me dão afeto, então seria egoismo demais fazer qualquer coisa que magoe essas pessoas.
E pra quem já assistiu o filme Idiocracia, vai entender quando eu disser que o mundo está emburrecendo, coisas importantes, como amor ao próximo, amizade recíproca, gentileza, compaixão, estão sendo cada vez menos relevantes, tudo e todos estão se tornando supérfluos e futéis, se apegando a coisas materiais, matando uns aos outros a troco de nada, as pessoas cada vez mais individualistas e futéis, e isso incomoda e faz com que eu me feche cada vez mais, faz com que eu me afaste das pessoas que eu sinto que são tão iguais as outras, um pouco de hipocrisia todo mundo tem, porém há aqueles que vivem de pura hipocrisia.
Portando não preciso de conselho de ninguém sobre o que devo fazer e como devo agir, eu sinto que falta algo, porém não me sinto disposta a buscar isso, por mais que eu saiba claramente o que falta, e ainda sinto vestigios de que talvez isso que falta não complete, como eu acho que pode completar, na verdade não seria a palavra completar que daria um todo de sentido nisso, e sim a palavra acrescentar, talvez no fundo eu seja uma cretina e ingrata, pode ser que eu seja mesmo.
Talvez por pensar tanto em mim eu não consiga enxergar o bem que me fazem, pareço estar em constante descontentamento, ou posso pensar no senso comum "é só uma fase".
E derrepente se mandar merecidamente alguém tomar no cú eu me sinta melhor.
Drih
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