Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
"Não há nada que mais sirva para fazer nascer e firmar a amizade, e mesmo a intimidade, do que seja o riso e as lágrimas: aqueles que se riram e principalmente aqueles que uma vez choraram juntos, têm muita facilidade em fazerem-se amigos."
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Luiz Vilela
Não tenha medo de tentar nem se culpe quando fizer algo que não dê certo.
As mulheres sempre souberam o que quiseram. Os homens é que realmente não sabem. Eles acham que sabem, mas não sabem. As mulheres acham que não sabem, mas sabem.
Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.
Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço
Os tristes acham que o vento geme;
Os alegras acham que ele canta
Solidão é a distância
que o separa de você mesmo
e não a distância
que o separa dos outros.
A verdadeira família é aquela
unida pelo espírito e não pelo sangue.
Toda mágoa é orgulho ferido
Regras da Prosperidade
Você está onde você se põe
Só se ilude,quem é iludível
Eu nasci para o melhor
A gente procura nos outros o que nega na gente
--------------------------------------------------
Garimpando na internet e encontrando textos maravilhosos!
Luiz Vilela me chamou atenção a partir de um curta que assisti recentemente, chamado "Françoise" e esse curta é de uma beleza intimista e ao mesmo tempo reflexiva. Uma adolescente chamada Françoise sentada numa rodoviária puxa assunto com um desconhecido e a partir desse momento começa uma confusa e profunda conversa sobre poesia e valores, ao mesmo tempo ela parece uma pessoa muito solitária e triste. E estou numa busca quase desesperada para ler o conto, mas ainda não o encontrei. Quero muito fazer uma comparação do curta com o conto no qual foi baseado, apenas para compreender a intenção do autor. E esse texto acima postei apenas por ter me identificado em algumas coisas e porque gostei dele...
Drih
As mulheres sempre souberam o que quiseram. Os homens é que realmente não sabem. Eles acham que sabem, mas não sabem. As mulheres acham que não sabem, mas sabem.
Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.
Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço
Os tristes acham que o vento geme;
Os alegras acham que ele canta
Solidão é a distância
que o separa de você mesmo
e não a distância
que o separa dos outros.
A verdadeira família é aquela
unida pelo espírito e não pelo sangue.
Toda mágoa é orgulho ferido
Regras da Prosperidade
Você está onde você se põe
Só se ilude,quem é iludível
Eu nasci para o melhor
A gente procura nos outros o que nega na gente
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Garimpando na internet e encontrando textos maravilhosos!
Luiz Vilela me chamou atenção a partir de um curta que assisti recentemente, chamado "Françoise" e esse curta é de uma beleza intimista e ao mesmo tempo reflexiva. Uma adolescente chamada Françoise sentada numa rodoviária puxa assunto com um desconhecido e a partir desse momento começa uma confusa e profunda conversa sobre poesia e valores, ao mesmo tempo ela parece uma pessoa muito solitária e triste. E estou numa busca quase desesperada para ler o conto, mas ainda não o encontrei. Quero muito fazer uma comparação do curta com o conto no qual foi baseado, apenas para compreender a intenção do autor. E esse texto acima postei apenas por ter me identificado em algumas coisas e porque gostei dele...
Drih
quinta-feira, 29 de março de 2012
— Fabrício Carpinejar (chilrear)
“O amor nunca morre de morte natural. Morre porque o matamos ou o deixamos morrer. Morre envenenado pela angústia. Morre enforcado pelo abraço. Morre esfaqueado pelas costas. Morre eletrocutado pela sinceridade. Morre atropelado pela grosseria. Morre sufocado pela desavença. Mortes patéticas, cruéis, sem obituário e missa de sétimo dia. Mortes sem sangramento. Lavadas. Com os ossos e as lembranças... deslocados. O amor não morre de velhice, em paz com a cama e com a fortuna dos dedos. Morre com um beijo dado sem ênfase. Um dia morno. Uma indiferença. Uma conversa surda. Morre porque queremos que morra. Decidimos que ele está morto. Facilitamos seu estremecimento. O amor não poderia morrer, ele não tem fim. Nós é que criamos a despedida por não suportar sua longevidade. Por invejar que ele seja maior do que a nossa vida. O fim do amor não será suicídio. O amor é sempre homicídio. A boca estará estranhamente carregada. O amor é perigoso para quem não resolveu seus problemas. O amor delata, o amor incomoda, o amor ofende, fala as coisas mais extraordinárias sem recuar. O amor é a boca suja. O amor repetirá na cozinha o que foi contado em segredo no quarto. O amor vai abrir o assoalho, o porão proibido, fazer faxina em sua casa. Colocar fora o que precisava, reintegrar ao armário o que temia rever. O amor é sempre assassinado. Para confiarmos a nossa vida para outra pessoa, devemos saber o que fizemos antes com ela.”
quarta-feira, 30 de março de 2011
Fernando Pessoa
“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
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